domingo, 25 de outubro de 2009

na foz do rio Cupari

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Foto: Carlos Bandeira (c) FIES 2005

no lago do Tavio

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em Aveiro

em construção
tiagem amazonia rio tapajos 2005
Em Aveiro constatamos grande dificuldade para o abastecimento de água da cidade, de tão baixo o rio o sistema de captação de água não funcionava, foi então providenciado um pequeno barco no qual foi instalada uma moto-bomba.

Autilização do atracadouro ficou impraticável.

Fotos: Carlos Bandeira (c) FIES 2005
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lago do Santino

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na Ponta da Fortaleza

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ponta da fortaleza ilha capitari aveiro estiagem amazonia 2005


Ainda a jusante de Aveiro, entre a Ponta da Fortaleza e a Ilha Capitari, foi observada alteração batimétrica com a formação de extensa praia, já com vegetação rasteira e aves nela nidificando, e o canal de navegação aprofundado para 45 metros.

Edição da Carta Fluvial: N. Wisnik (c) FIES 2005.

a travessia de Boim

em cosntrução
Boim Santarem rio Tapajos estiagem Amazonia 2005
A travessia entre Boim e a ilha Itapaiúna apresenta baixa profundidade com um canal estreito em um trecho que o rio é bastante largo. A navegação é dificultada pela ausência de pontos de referência, não há margem para erros, sob pena de encalhe.


Empresas de navegação instalaram uma série de sete bóias feitas com tonéis de 200 litros fundeadas ao longo do canal, minimamente navegável. A batimetria acusou que embarcações de maior porte navegavam tocando o fundo do canal.

Foto: Carlos Bandeira (c) FIES 2005
Edição da Carta Fluvial: N. Wisnik (c) FIES 2005

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lage aflorada em Boim

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Boim rio Tapajos Santarem estiagem amazonia 2005
Em frente a Boim aflorou uma lage de pedras não cadastrada na carta fluvial DHN 4381, sua posição foi georreferenciada e comunicada à DNH. É uma estrutura que impõe grande perigo à navegação, necessitando ser sinalizada, ainda que com uma baliza cega de perigo localizado.

Foto: Carlos Bandeira (c) FIES 2005
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as Pedras de São Tomé

em construção
pas de Sao Tome estiagem amazonia Santarem 2005



As pedras de São Tomé são, ou deveriam ser, sinalizadas por uma bóia e duas balizas luminosas, porém, à semelhança do balizamento da ponta Enajatuba, a sinalização encarnada está inoperante. A DHN foi comunicada.

Edição da Carta Fluvial: N. Wisnik (c) FIES 2005
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na ponta Pau da Letra

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ponta Surucua rio Tapajos estiagem amazonia 2005
Na ponta Pau da Letra, imediatamente a jusante de Boim, na margem esquerda do rio Tapajós, havia um comboio aportado contra a praia. Os inspetores da Marinha fizeram diligência de rotina verificando documentação e equipamentos de segurança da navegação.
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Fotos: Carlos Bandeira (c) FIES 2005

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as pontas Enajatuba e Surucuá

[em construção]ponta enajatuba rio tapajos estiagem 2005 amazonia
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A viagem teve início à zero hora do dia 29 de outubro, subindo o rio Tapajós a partir de sua foz em Santarém. Ao clarear o dia já estávamos entrando nos canais rochosos da margem esquerda, os ventos alísios já sopravam forte pela popa.

Nesta posição a margem se projeta sobre o rio formando uma plataforma cujas extremidades são a ponta Enajatuba, a jusante, e a ponta Surucuá, a montante.

Próximo a estas pontas o rio forma um canal profundo, limitado por um alto fundo arenoso próximo à margem, havendo uma grande rocha do outro lado. Neste ponto foram construídas balizas de sinalização náutica.

Foi observado que a baliza próxima à margem, de côr encarnada, estava inoperante. Através da Delemar Santarém foi enviada mensagem à DHN dando ciência do fato e salientando a urgência de seu reparo.
.O balizamento convencionado de côr verde, mais afastado da margem, estava operando normalmente.

Edição da Carta Fluvial: N.Wisnik (c) FIES 2005

Fotos: Carlos Bandeira (c) FIES 2005

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o nível do Tapajós em outubro e novembro de 2005

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sábado, 24 de outubro de 2009

a programação da viagem

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Os meses do "verão" amazônico são caracterizados pelos fortes ventos alísios durante os dias, não raros à noite. Ventos sobre a superfície da água provocam a formação de ondas, tanto maiores quanto mais intenso, maior seu percurso e mais longo o tempo soprando sobre a água.

No rio Tapajós estas condições coexistem em vários trechos, favorecendo a formação de grandes ondas. A viagem foi programada de maneira a serem percorridos estes trechos rio acima durante o dia, evitando o enfrentamento das ondas, e os trechos que não formam ondas tão grandes sendo percorridos durante o dia rio abaixo. Dessa maneira todo o percurso, de Santarém a São Luiz do Tapajós e o retôrno a Santarém, pode ser percorrido durante o dia, rio acima ou rio abaixo, permitindo sua visualização, fotografia e filmagem.

As singraduras foram georreferenciadas segundo as cartas fluviais da DHN - Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha do Brasil de números 4381 A e B, 4382 A e B, e 4383A, e programadas em um equipamento GPS - Sistema de Posicionamento Global. Foram utilizadas fotos tiradas por satélites, consolidadas pela Embrapa no projeto Brasil Visto do Espaço, as quais, georreferenciadas, nos forneceram informações das margens e além delas, possibilitando a identificação de áreas abrigadas, sempre necessárias quando se navega em grandes rios sob fortes ventos. Um ecobatímetro foi utilizado para observações da topologia do fundo do rio.
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Equipe da Expedição Científica no Rio Tapajós

expedição cientifica no rio tapajos amazonia estiagem 2005

Da esquerda para a direita, o arrais Edson Azevedo de Jesus, o professor e comandante Nelson Wisnik, o B/M Nheengatu, as acadêmicas de biologia da UFPA Karla Katrine do Amaral Serique e Paula Regina da Silva Filha, os sargentos Romildo e Márcio da Delegacia Fluvia de Santarém, o acadêmico de biologia da FIT e servidor da FUNASA Joaquim Martins da Silva e, importantíssima, a cozinheira Maria Elenilza Figueiras.

Por trás da câmera fotográfica Carlos de Matos Bandeira e seu filho, o cinegrafista Carlos de Matos Bandeira Júnior. A foto foi tirada na praia de Muretá, imediatamente a montante de Alter do Chão onde, após os quatro dias de viagem, a equipe parou para um relaxante banho de rio.

Foto: Carlos Bandeira (c) FIES 2005
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Projeto da Expedição Científica no Rio Tapajós

Projeto preparado pelo Prof. Miguel Borghezan

1. IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO

O Fórum das Instituições de Ensino Superior de Santarém, formado pelas Coordenações de Pesquisa da UFPA, ILES/ULBRA, ISES/FIT, IESPES, UEPA e UFRA, dirigido nesta data pela FIT (Coordenação Geral) e UEPA (Vice-Coordenação), com a colaboração da Delegacia da Capitania dos Portos de Santarém, do Jornal das Águas e do B/M Nheengatu, visando dar efetividade aos objetivos que justificaram sua criação, nos termos do Regimento Interno, organiza e realiza a PRIMEIRA EXPEDIÇÃO CIENTÍFICA DAS IES DE SANTARÉM, no rio Tapajós, para coleta de dados, materiais, algumas medições, batimetria, registros fotográficos, filmagens, documentação e eventuais experimentos.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA SINTÉTICA DO PROJETO

A bacia do rio Tapajós tem grande importância para a cidade de Santarém em diversos aspectos. Com cerca de 40% situado em território paraense e 60% no Mato Grosso, o rio Tapajós pode servir à implantação de hidrovia para transporte de cargas e passageiros. Também é pólo turístico reconhecido pelo Governo do Estado do Pará no âmbito das políticas públicas. Conhece-se pouco do estado das águas e da calha do Tapajós. Cresce de importância uma verificação agora com o baixo volume d’água existente, nesta ocasião de grande vazão, considerada de nível extraordinário. Fala-se na imprensa de “seca na Amazônia”, inclusive com a prestação de auxílio e socorro a populações isoladas desde o Acre até o Pará. Registra-se ser a maior vazante dos últimos quarenta anos em Santarém, onde a prefeita decretou Situação de Emergência por 90 dias (Decreto Municipal nº 421, de 18.10.2005) [1]. A Delegacia da Capitania dos Portos em Santarém recomenda não viajar à noite em certos trechos. Dadas essas condições, parece altamente relevante do ponto de vista da pesquisa, documentar, registrar e verificar a situação do rio Tapajós, desde sua foz no rio Amazonas até a localidade de São Luiz do Tapajós, um pouco acima da cidade de Itaituba, antes da cachoeira “denominada Maranhãozinho, nas proximidades da barra do afluente da margem esquerda do rio Tracoá” [2]. Trata-se do curso do Baixo Tapajós, como é conhecido pela hidrografia. Como está a saúde do Tapajós, a qualidade de suas águas e de tributários, o relevo do fundo, o nível de açoreamento, a aptidão para a navegação, enfim, dados e registros que permitam às IES produzir pesquisa, artigos científicos, manifestações fundadas na realidade, da qual depende a melhor ou pior qualidade de vida de muitas pessoas em nossa região, principalmente no Município de Santarém.

3. OBJETIVOS

3.1 Geral
Reconhecer as condições gerais da calha e das águas no chamado Baixo rio Tapajós, recolhendo dados, elementos e materiais, fazendo medições, batimetria, registros fotográficos, filmagens para documentação e eventuais experimentos.

3.2 Específicos
* realizar o levantamento da situação da calha e margens do Baixo rio Tapajós mediante fotos e filmagens, demonstrando suas condições físicas gerais.
* promover a análise físico-química das águas do Baixo rio Tapajós, mediante coleta e análise em alguns pontos do seu curso, inclusive ph, oxigênio dissolvido e turbidez.
* recolher amostras de elementos, componentes, dados e eventualmente registro de temperatura, demonstrativos da situação das águas do Baixo rio Tapajós.
* Verificar as condições de navegabilidade, inclusive realizando a batimetria no interesse da navegação no Baixo rio Tapajós.
* Documentar áreas, sítios, relevos, acidentes geográficos e outros de interesse turístico, paisagístico, histórico e artístico no Baixo rio Tapajós.

3.3 Metas
Chamar a atenção do Poder Público, de instituições organizadas da sociedade, em especial das IES de Santarém e da população em geral, para a importância de se estudar melhor a situação do Baixo rio Tapajós, no sentido de permitir ações, medidas corretivas e preventivas da degradação das águas e do meio ambiente. Despertar o interesse imediato de prefeitos, vereadores e pessoas em geral na prevenção, proteção e recuperação das águas doces superficiais e seu meio ambiente natural, inclusive da faixa ciliar de proteção permanente do entorno delas, para que mantenham ou recuperem o volume e a qualidade. Fortalecer a consciência ecológica individual de todos, buscando formar uma opinião pública contra a degradação e a poluição das águas doces superficiais. Encorajar práticas éticas e políticas públicas que melhorem a vida e a qualidade de vida das pessoas que habitam ou ocupam as margens dos cursos d’água, tomando em conta a necessidade de também melhorar a saúde dos corpos hídricos, buscando um desenvolvimento sustentável.

Apoiaram a realização da Expedição a Prefeitura Municipal de Santarém, a Capitania dos Portos, a Delegacia Fluvial de Santarém, o Jornal das Águas, o B/M Nheengatu, de Nelson Soares Wisnik e o Residencial Negócios Imobiliários Ltda.

[1] Jornal Gazeta de Santarém nº 816, de 20 a 21 out 2005, p.2.
[2] TRISCIUZZI NETO, Leonardo. Rios da Amazônia: coletânea de dados; pequeno roteiro, 3a edição. Niterói: DHN, 2001, p.120.

O Forum entende que as informações obtidas durante a Expedição são de domínio público, podendo ser utilizadas em trabalhos e publicações, inclusive as fotos, às quais se dão crédito ao fotógrafo, mas não direito de cópia.
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